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Amamos a vida não porque estamos acostumados à vida,mas a amar. Há sempre alguma loucura no amor,
mas há sempre também alguma razão na loucura.
Solitário

Como um fantasma que se refugia 
Na solidão da natureza morta, 
Por trás dos ermos túmulos, um dia, 
Eu fui refugiar-me à tua porta! 

Fazia frio e o frio que fazia 
Não era esse que a carne nos conforta… 
Cortava assim como em carniçaria 
O aço das facas incisivas corta! 

Mas tu não vieste ver minha Desgraça! 
E eu saí, como quem tudo repele, 
— Velho caixão a carregar destroços —

Levando apenas na tumba carcaça 
O pergaminho singular da pele 
E o chocalho fatídico dos ossos!

Augusto dos Anjos

Anônimo disse: Como foi o seu dia? ~

Oi Nony! Foi um pouco péssimo, estou passando mal. 

"Eu encontro em seus braços a virtude que surpreende a vida. Você é capaz de me conduzir em uma linha, fora da realidade, onde os aromas são mais doces, e o amor parece ser verdade." — F. Flausino
"A solidão havia se tornado uma vadia, e eu perdido por seus encantos me tornava o seu cliente mais fiel. Sempre tive uma vida tranquila, sem muitos excessos, sem muitas surpresas. Um rapaz exemplar, bom filho, sem antecedentes, acima de qualquer suspeita, discreto o suficiente para que não existisse uma alma viva sequer, capaz de notar o pedido de socorro estampado em meu rosto surrado. Porém, no interior do meu âmago a penumbra tomava conta de cada mínimo espaço de vida. Preso até o pescoço por uma corda de palavras não ditas, de pé em uma cadeira velha e mofada com cor de de luto, balançando em cada lágrima que despontava em meus úmidos e vermelhos olhos, até o momento em que eu caí, ou me joguei. Um flash distorcido com imagens aleatórias me faz espectador da minha própria desgraça. Senti cada resquício de ar deixar meu pulmão enquanto cenas de uma vida comum passavam correndo por mim, sem nada ou ninguém que me fizesse sentir remorso por fugir da agonia da vida. Até que beirando o abismo da morte, me encontrei com uma mulher, uma vadia, em trajes escuros, batom vermelho, salto alto, e com curvas sinuosas. Me lembrei daquele semblante cuidadoso, ela havia sido minha companheira por anos à fio. A personificação da loucura de um homem no auge de uma depressão que o perseguiu a vida inteira, fazendo desse homem, solitário o suficiente para que a única visita em seu suicídio sentimental fosse uma imagem surreal da sua fiel escudeira, a vadia, a amiga, a única e especial, Solidão." — Stanley Menezes
"Há bastante deslealdade, ódio, violência, absurdo no ser humano comum para suprir qualquer exército em qualquer dia. E o melhor no assassinato são aqueles que pregam contra ele. E o melhor no ódio são aqueles que pregam amor, e o melhor na guerra, são aqueles que pregam a paz. Aqueles que pregam Deus precisam de Deus, aqueles que pregam paz não têm paz, aqueles que pregam amor não têm amor. Cuidado com os pregadores, cuidado com os sabedores. Cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros. Cuidado com aqueles que detestam pobreza ou que são orgulhosos dela. Cuidado com aqueles que elogiam fácil, porque eles precisam de elogios de volta. Cuidado com aqueles que censuram fácil, eles têm medo daquilo que não conhecem. Cuidado com aqueles que procuram constantes multidões, eles não são nada sozinhos. Cuidado com o homem comum, com a mulher comum, cuidado com o amor deles. O amor deles é comum, procura o comum, mas há genialidade em seu ódio, há bastante genialidade em seu ódio para matar você, para matar qualquer um. Sem esperar solidão, sem entender solidão eles tentarão destruir qualquer coisa que seja diferente deles mesmos." Charles bukowski
lazypacific:

 
"Desisti. E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. (…) Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero. Odeio as frases em inglês, mas o tempo todo penso “I don’t care”. Caguei. Foda-se. (…) Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Algo entre uma santa e uma pilantra. Desde que no controle e irritada. Agora, não quero mais nada. De verdade. (…) Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. (…) Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Mas tudo meio que por osmose. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir e cagar pra ele. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. O trator da felicidade. Atropelei o mundo e eu mesma. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e… quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care." Tati Bernardi 
"Foi no momento da minha fraqueza, que Deus me tornou forte. Foi quando eu estava afundada em tristeza, que Deus me deu as minhas maiores experiências com Ele. Foi no momento em que eu havia perdido o meu chão, que Ele me disse: “Voe, pois Eu te conduzirei. E mesmo que você diga que não sabe voar, Eu te ensinarei. Simplesmente voe.” E foi aí que eu aprendi, na prática, que é quando estamos no fundo do poço que tiramos os mais lindos ensinamentos e é nesses momentos que aprendemos o quanto é valioso nos lançarmos no colo de Deus e confiarmos Nele." O teorema do céu 
"Deveríamos ir embora enquanto tudo é bonito. Enquanto ainda somos alegria. E deixar na mente aquilo que ilumina, aconchega, não deveríamos sempre desistir nos momentos ruins. Não devíamos esperar as lágrimas, o desespero, a solidão. Deveríamos aprender a dizer adeus pras coisas perfeitas, porque uma hora o sol se põe e a tempestade chega, e nós ficamos observando as gotas da chuva sentindo uma sede insaciável. Esperando alguém voltar. Mas o telefone nunca toca. Ninguém chega. Deveríamos aprender a abandonar algumas coisas, sem esquecer o lado bom de tudo. Assim ficaríamos inteiros, mas não, a gente insiste só pra ver quem irá ficar. E ninguém fica. Ainda não aprendemos a nos despedir dos paraísos, e isso é um erro absurdo. Muitos não passam de miragens." — Sean Wilhelm  
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