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"É um caso antigo mas que nunca sai de moda: O amor. Esse sentimento intrínseco é visto como clichê pela maioria, rude para os desprovidos de reciprocidade e sublime para os que tiveram a felicidade de tê-lo em mãos por muito tempo. O amor eu tive, a reciprocidade não, mas hoje tenho uma visão ampla de tudo isso e sei que tive sorte, de certa forma. Sentir amor é difícil, e as pessoas costumam não se sentirem bem se não houver resposta. Eu também pensava assim, até pouco tempo – onde percebi que toda forma de amor é válida, servindo de base para a construção de novas possibilidades e conquistas. Os amores passados, na maioria das vezes, acabam causando frustrações intensas e nos leva a negativar a situação toda, pois a raiva, junto com a rejeição, são sentimentos fortes o suficiente para destruir a racionalidade. Porém, são esses mesmos amores que nos fazem amar novamente, quando estamos distraídos, imperceptivelmente viajando mentalmente na imensidão dos sentidos. No meio de uma conversa e outra, à espreita da novidade, o encantamento por outra pessoa se apresenta e tudo se normaliza. O passado desastroso não se esvai, mas chega um momento em que ele não fere mais. A cura para um coração partido não é o tempo… O próprio coração partido se autorregenera por costume." - Junior Lima 
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"Já faz alguns dias, meses quem sabe, que eu não escrevo uma frase sequer. E aqui se encontra o mal de quem escreve: se parar, é arriscado você não voltar mais. Se você acordar sem inspiração, o seu ânimo já cessa, a sua vida já fica sem cor. E as palavras corre, se esconde, foge como um pássaro azul em busca de paz, foge e não se preocupa em ser achado, você precisa se esforçar, se concentrar e tentar colocar tudo aquilo em palavras, transformar os sentimentos, transformar as aventuras, e equilibrar as palavras da melhor maneira possível, não escrevemos tudo aquilo que sentimos, e não sentimos tudo aquilo que escrevemos, você precisa encontrar e focar no que quer acreditar, no que faz você se sentir melhor, ou pior. Eu já não sei mais pra quem estou escrevendo, nem por qual motivo, mas é fundamental, não passe os dias com as folhas brancas, aproveite a primavera, faça as suas palavras viver, rime cada sílaba escondida." - Eduardo Alves, indeferindo.  
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Primeira grande crítica à Literatura.

Porque, por um lado, existe a literatura que é a dessacralização do vivido:  a que faz com que cada dia, cada percepção do dia no texto seja a desconstrução de uma rotina. Ela dá, por um lado, seu caráter de novidade, de espanto, de descoberta da própria vida diária, que antes se perdia na sequência de dias, e por outro lado, de incrível leveza com o fato de que tudo isso que é vivido e que é incrível quando finalmente enxergado, é absolutamente indiferente ao mundo. Esse pensamento de indiferença nessa primeira literatura, não dói. Ao contrário, dá uma espécie própria de leveza que descarrega qualquer obrigação para consigo ou com o mundo. Tudo se torna instante.

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E há, ainda, a literatura da metafísica, no sentido mais comum da palavra. Essa não se apoia em vícios da literatura enquanto ciência, em sonoridade por sonoridade, não se apoia em técnica além da própria palavra. Ela mira aquilo que, imenso, irreal, impossível, é o mais fundamental pra sobrevivermos: que é a vida enquanto plena, sacralizada, a vida vista numa distância e numa clareza que nos convencemos, aliviados, de que a vida faz sentido. 


Luísa Portilho

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"Tinha tendência a me preocupar quando não havia nada com que se preocupar. E quando havia alguma preocupação real eu tomava um porre." - Bukowski
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Me desculpe se eu ousei amar…
Se eu sorri diferente ao te ver,
e se, de longe, fiz questão de ir até você cumprimentar,
e se, de perto, fiz questão de sentir seu perfume.

Desculpe se encarei demais,
se reparei na sua boca,
nas suas mãos,
na sua nuca,
se reparei na forma como fala,
e na forma…

sexandmanhattan:

Se02 Ep12